quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O que resta dizer ( últimas palavras).

Nunca pensei que fosse dizer isso, a alguem... nem a mim mesma , mas eu decidi trancar meu coração e jogar as chaves fora.
Por que? 
Porque é sempre assim. Meu coração abre as portas e janelas, eu vejo horizontes e primaveras lindas, e no fim é só noite e inverno
Mas ao teu lado, em tão pouco tempo eu pude ver mais que manhãs de sol e dias de primavera no verão ... Eu vi e vive a emoção mais linda que alguem pode gozar em tão pouco tempo...
Nunca escrevi aos prantos, mas agora escrevo com os olhos debulhando em lágrimas e com o coração dilacerado...
Melhor que não tivesse existido.... para ver um amor tão lindo feito o teu , escorrer por minhas mãos e eu nada poder fazer.
Do meu peito jorra um sentimento que não tenho como estancar ... é mais que uma hemorragia sentimental... é um sentimento puro desperdiçado, um coração pulsando até parar; só que fora do peito...
O futuro é tão incerto quanto isso tudo sempre foi ... ilusão minha de achar que desta vez seria diferente, porque mais uma vez a mesma página se repete... sabe que eu já perdi as contas de quantas vezes eu já escrevi o mesmo capítulo em minha vida? Creia, já perdi a conta.
Ilusão infantil a minha de achar que poderia vir a ser alguem especial em sua vida. Pra você talvez seja como foi para tantos, uma mulher linda da qual pode provar o nectar e partir...
Não gostaria de esperar nada ... não quero esperar , mas gostaria de poder estar aqui esperando por ti, confesso ser esse o meu mais sincero desejo... eu esperaria por você... mas se nem você acredita que podemos nos esperar... de nada vale eu anular esse tempo por ti , se você não acredita , se é que um dia acreditou em nós...

Eu não quero mais meu coração disponível... nem pra você... nem pra mais ninguem ... por um bom tempo...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Evidências e confluências











Não necessito ouvir mais nada de ti, na porta de entrada da  nossa relação havia um prefácio bem legível no qual você escreveu em caixa alta. "Não encontrarás nada sólido por aqui; pelo menos não por agora."
Confesso que mergulhei sem me preocupar com a profundidade desse rio.
Tem sido um rio de emoções inescrupulosas.
Me permito desafrouxar a blusa que aperta esse coração que pulsa forte aqui no peito, pois preciso falar das evidências e confluências, que embora sejam só leituras e fantasias minhas, precisam ser ditas.
Não me diga para não criar esperanças, para não me apegar, para não te esperar, para não te cobrar nada... para não pintar um arco-iris com apenas um pincel...
Não me peça nada, pois que eu me recorde nada te pedi, nada nos pedimos, tão pouco nos cobramos. Isso não é um consórcio amoroso.
Até então só temos nos permitido. E que seja assim.
Não me importa quanto tempo dure, que seja efêmero e que seja  taciturno... Sou de fases como Lua.
Agrada-me momentos intensos. E se for pra falar de intensidade, algo sempre irá me remeter a você.
As confluências que você criou nesse meio tempo deixam interrogações que eu prefiro não tentar desenrolar, embora meus dedos cocem por isso ... mas deixemos as coisas como estão... a vida me ensinou que há coisas que só tempo faz e desfaz...
Se o destino se encarregou de te trazer até aqui, ele que se encarregue de gerenciar sua estadia.
De antemão deixo dito que aluguel não pagarás. Creio estar evidente que és inquilino desse coração.
E fique ciente também disso...



"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim."


"Aos caminhos eu entrego o nosso encontro..."




- Caio Fernando Abreu

domingo, 15 de janeiro de 2012

Um escrito para as coisas que ainda não sei definir ;

Parece um título estranho para uma postagem , reconheço. Mas tem acontecido tantas coisas inexplicáveis nesse coração .
As vezes penso que nomear as coisas ruins são mais fáceis porque elas já existem, já estão ai e são poucas se comparadas às infinitas coisas boas que podemos vivenciar.
Passadas as formalidades devo dizer mais uma vez que não consigo decifrar as coisas que tem sido vivenciadas em mim; há tempos não me sentia assim.
tem sido indescritivelmente maravilhoso estar com você e desfrutar de coisas tão simples e sublimes.
Está tudo estampado em mim... nos meus olhos, nos gestos, nos poros ... até na ponta dos dedos e no brilho dos meus cabelos.
Não imagino como serão os próximos provavelmente quase cerca de 200 dias ... não quero nem imaginar...
Um, dois , dias sem te sentir, sem ter teu toque, teus beijos... talvez viver de recordações seja a única e cabível solução.
Fora isso nos leremos... e nos recordaremos em nossas mais lindas lembranças...
Numa brisa, num por do sol, num filme, numas fotografias.
Ou talvez num simples fechar os olhos .... como já tem sido comigo.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Talvez

Talvez aqueles olhos tenham demonstrado muito mais do que ela desejaria demonstrar.
Havia aprendido a equilibrar muitas coisas dentro de si, mas um olhar, não. Ainda não.
E mesmo que se esforçasse empenhosamente ela não conseguiria. Diante daquele com quem naquele momento ela testemunhava um ideal de felicidade seria difícil conseguir tal proeza.
Não que seja algo impossível, se dissimulamos tantas coisas talvez não seja difícil simular um olhar.
Talvez o difícil para ela seja agora aceitar algumas verdades que ela viu naquele olhar. Constatações que ela percebeu naquele beijo.
Foram percepções que ela não poderia guardar pra si, ela tinha a obrigação de devolver ao destinatário.
Talvez agora ele seja capaz de fazer as reflexões que precisaria fazer, mas que nunca soube muito bem por onde começar.
Talvez ele faça.
Talvez ela resolva dar um tempo, para que o tempo se encarregue de resolver essa bagunça que alguém, talvez ela, causou...
Independente do agente causador um dia as coisas teriam que se tornar claras.
Mudanças sempre geram uma desordem e é justamente nessas arrumações que colocamos cada coisa em seu lugar.
Talvez ele comece a arrumar a casa desde agora, talvez, ele deixe para arrumar quando voltar.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Querelas




Afaste-se 
Cruze
Encontre-se 
Desbrave.

Retorne, 
como o vai e vem das ondas
Reencontre.
Retome o que deixaste.

Os reencontros tendem a ser mais intensos.
Intensifique o que havia.
Reacenda .
Reinflame a chama já acesa.

Faça. 
Refaça .
Só não abandone. 
Não esqueça.
Não maltrate 
o que já cativou.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Escrúpulos




Não espere que eu me arrependa e volte atrás; já fiz isso outras vezes mas agora já não faço mais.
O que eu procuro ainda não tem nome, nem eu o sei bem o que é. Apenas sei que existe.
Nomear as coisas para mim nunca se configurou como uma forma prática de apreender o sentido das coisas.
Os sentidos são melhores compreendidos quando são simplesmente ' sentidos'. Sei que isso causa uma redundância e que a tua insensibilidade talvez não te deixe compreender o que agora teço..
Se escrevo não é na esperança de que me compreendas ou que te vanglories por aqui escrever sobre meus escrúpulos.
Perdoa se te surpreendi com minhas secas palavras, mas não seria bom regá-las com minha saliva e depositar em tua boca,  acredite! Seria mais difícil você deglutir.
Não espere mais que eu te procure, isso eu não vai acontecer. Sobreviverás sem mim.
Meu empenho agora será encontrar isso que eu sei que me espera e que não tem nome certo.
Não é felicidade pois ela já habita em mim, em cada um de nós... cabe a cada um encontrá-la e recuperá-la diariamente dentro de si.
Entenda que por mais cristã que eu seja, e por mais que eu tente exercer o amor ao próximo ele nunca será uma ação concreta enquanto eu não me amar primeiro e isso, ah! Isso tem sido minha prioridade... 
SER FELIZ!  Com quem de fato me faz sentir bem !

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Indefinito




Para tecer a indefinitude de você escolhi a cor que melhor representa a sensação que você me traz: azul.
Com você o tempo para e só enxergo dois seres num instante do universo: nós dois.
Embora eu queira poder descrever todas as coisas que me chegam através de você eu precisei criar um novo léxico para tal situação: eis indefinito.
És indefinível e infinito em mim.
És algo que não preciso possuir para ter certeza de que me pertence: pois já existe.
E nessa tua existência ao passar por mim exalou um cor em essência que não se compara nem ao som do mar, nem ao perfume das flores, nem a brisa do vento.
E não me importa o quanto você escreva na minha história, pois ainda que a escrita seja pouca a memória se encarrega do restante.
És  uma espécie de Céos e um pouco de Oceanus : um misto de inteligência e oceano a circundar meu mundo.
Perto de ti sou Tétis : sou o mar que deságua em teu oceano.
Tecemos um duelo de titãs.
Titã e titânide; acho que isso não define muita coisa, mas cria uma imagem do que somos e do para que fomos feitos: um em cada um e um pouco em nós.
Solidão e deserto. Plenitude e mar.
Infinitudes indefinitas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não vá ainda'



Eu gostaria que estivéssemos tendo esta conversa de agora, a um tempo atrás.
Mas por ora penso que se ela chegou só agora é porque este é o momento em que estamos maduros e seguros o suficiente para delinear os contornos desse discurso.
Tens a agulha e eu as linhas; sim linhas, pois vejo que este tecer será multicolorido. A familiaridade que possuímos nos permite contornar essa relação com as cores que quisermos.
Eu quero confessar que as linhas que agora eu teço com você, eu as guardei por um tempo.
Escolhi e preservei as melhores linhas, as mais finas. 
Eu quero bordar um tecido de mim em você.
Quero que você me leve com você nas suas lembranças. Que na sua mala caiba um pedacinho de mim.
Antes de partir, quero que você saiba que não se trata de uma despedida, pois mesmo os que  vão para a eternidade deixam um pouco de si em nós...
Você não deixará, simplesmente porque você já está em mim.
Já és parte do que me faz forte, mas pra ser sincera ainda sou um pouquinho infeliz, por conta das incertezas e dos riscos.
Mas recordo e bordo aqui uma frase que uma vez recebi: " Quanto mais você se arrisca, mais você está vivo".
Eu escolhi as cores, e a tela. Tens a agulha, borda comigo esse tecido de nós dois.





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Paragens



É necessário poucas palavras para muitas abstrações. Tenho lido e sido lida. Mas tenho escrito pouco; minhas palavras tem estado num olhar, num gesto e em atitudes.
Mas percebo que há uma paragem , um pedacinho do mar propício à navegação. Depois de tantos arranjos, encontros e desencontros, me dei conta de que a vida é um mar; e que nós mortais viventes somos rios, que desaguam em mares.
Nos meus contornos, passei por muitos espaços e me deparei em quedas d'água que nem me imaginei lançar.
Mas me lancei.
Houveram pedras, mas rio que sou passei por elas; percorri caminhos dentro de mim. E dentro das profundezas me encontrei.
Percebi e fui percebida.
Nos meus afluentes, encostei e descansei... em alguns espaços permaneci mais, pois a sede de alguns eram maiores que de outros.
Permiti.
Estive com alguns que de mim extraíram o mais que deviam e mereciam, mas permiti.
Houve ainda os que mais desejei dar de beber, mas nem sequer sabiam das sedes que tinham, e nem sequer se deram conta; talvez nunca percebam, mas a esperança me força a crer que um dia , ainda que tarde perceberão.
Rio e Mar.
Paragens.
Descobrir a parte propícia , propicia um navegar mais seguro.
No diário de bordo que se inicia, as páginas em branco já começam a ser preenchidas...
Por mim e por vocês.